Orientações sobre Intervalos entre as Consultas
É importante dar uma ideia geral sobre o intervalo entre as consultas pelos seguintes motivos:
para que o tratamento seja efetivo e para que o transtorno não se prolongue.
para que você possa fazer o planejamento logístico e financeiro do seu tratamento.
para que você não fique sem consulta marcada quando estiver precisando.
Não existe uma regra rígida para definir qual deve ser o intervalo entre as consultas. A fase do seu tratamento pode servir como um guia.
A maioria dos modelos de acompanhamento dividem o tratamento em três fases: fase aguda, fase de ajuste e fase de manutenção. Essas fases servem como orientação para definir o intervalo entre as consultas.
Fase aguda
A fase aguda é aquela na qual se define o diagnóstico (se houver) e na qual se formula e se inicia um plano de tratamento. Protocolos de tratamento geralmente propõem intervalos quinzenais ou mensais nesta fase. Um intervalo mensal é razoável na maioria dos casos.
Guia geral da fase aguda: pensar em agendar consultas a cada 2 a 6 semanas.
Se você está nesta fase (por exemplo, se você começou o tratamento agora ou se está passando por um período particularmente difícil), considere já marcar consultas sequenciais: por exemplo, já deixar horários mensais reservados.
Fase de ajuste
A fase de ajuste também é chamada de fase de continuação ou fase de estabilização. Já houve uma melhora em relação ao início do acompanhamento e o foco desta fase é consolidar as principais explicações e orientações, além de fazer os ajustes finos no plano de tratamento. Protocolos de tratamento geralmente propõem intervalos mensais ou bimestrais nesta fase.
Guia geral da fase de ajuste: pensar em agendar consultas a cada 4 a 10 semanas.
Fase de manutenção
A fase de manutenção se dá quando as principais mudanças já foram estabelecidas e o foco é em manter tudo que foi conquistado, prevenindo recaídas e vivendo uma vida que vale a pena ser vivida! Protocolos de tratamento geralmente propõem intervalos trimestrais ou quadrimestrais nesta fase.
Guia geral da fase de manutenção: pensar em agendar consultas a cada 3 a 4 meses.
Frequência máxima de consultas
Se você quiser me ver com maior frequência do que as orientações gerais, não tem problema nenhum! Eu tenho uma parcela significativa de pacientes que têm horários semanais ou quinzenais comigo por desejarem um acompanhamento mais próximo. Mas isso não é necessário para a maioria das pessoas. Um dos objetivos do tratamento é sempre criar maior independência e autonomia, e isso costuma vir em conjunto com o espaçamento das consultas.
Frequência mínima de consultas
Eu não estabeleço frequência máxima, mas eu estabeleço uma frequência mínima para quem faz tratamento com medicamentos: o intervalo entre as consultas não deve passar de 6 meses. Ou seja, eu peço para que a gente se veja pelo menos duas vezes no ano. O período de 6 meses é o prazo máximo que eu reemito a mesma receita de medicamentos sem uma nova avaliação.